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Projeto Piloto: A Saúde dos Olhos dos Escolares


Ney Chaves

Professora de Reeducação Visual

Método Meir Schneider- Self-Healing


1. INTRODUÇÃO

2. OBJETIVOS

3. METODOLOGIA

4. SISTEMÁTICA OPERACIONAL

5. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

6. RECURSOS HUMANOS, MATERIAIS E FINANCEIROS

7. BIBLIOGRAFIA

1. INTRODUÇÃO

O Projeto Piloto: A Saúde dos Olhos dos Escolares tem caráter preventivo, para que crianças no início da vida escolar não desenvolvam maus hábitos visuais. O Projeto pressupõe um trabalho que compreende exercícios simples, visando a saúde do corpo e dos olhos. A idéia de um projeto dessa natureza tem suas origens em vários anos de experiência de educação visual. Constata-se que inúmeros problemas visuais resultam do esforço para ver, ler e escrever, mau hábito adquirido, sobretudo nos primeiros anos escolares quando as crianças se esforçam para agradar pais e professores. Essa tensão pode ser mudada com relaxamento para ver, melhorando assim a acuidade visual, em um processo que se transformará em aprendizado permanente para a vida.

A prática de relaxar para ver melhor tem suas raízes na milenar yoga para os olhos, introduzida no mundo ocidental no início do século XX pelo Dr. W. Bates, oftalmologista americano que realizou inúmeras pesquisas com esse objetivo, desenvolvendo com sucesso, projetos semelhantes em escolas de Nova York.

Em nossos dias Meir Schneider, considerado legalmente cego, após muitas cirurgias para remover catarata congênita, desenvolveu o método Self-Healing (Autocura) em um processo de criação de uma visão funcional para si. Aprendeu a ler em Braile; aos 17 anos iniciou essa aventura visual, conseguindo até carteira de motorista, sem restrições, nos Estados Unidos.

O método trabalha corpo e visão de forma integrada com alongamentos, massagens, visualização e exercícios específicos para os olhos. Com base na certeza do potencial autocurativo de todo ser humano, aprofunda a conexão corpo-mente, com recursos de trabalho corporal global e exercícios visuais. Meir Schneider criou uma escola em S. Francisco, (U.S.A. – Center for Self Healing), e já existem profissionais com formação no método em vários países. No Brasil, encontram-se profissionais com essa formação em São Paulo, no Rio de Janeiro, Brasília e várias cidades do interior de São Paulo.

2. OBJETIVOS

Inúmeros estudos afirmam que aproximadamente 80% dos problemas visuais são resultantes de mau uso dos olhos, adquiridos, sobretudo na infância e na adolescência. Com base nessa premissa, o presente projeto objetiva sensibilizar pais e professores para essa problemática, ajudando os escolares a desenvolverem bons hábitos visuais com o intuito de reduzir suas dificuldades oculares e/ou evitar problemas futuros.

Os objetivos gerais do projeto são os seguintes: Criar condições para manter ou recuperar a saúde dos olhos e do corpo de crianças do ensino fundamental na faixa etária de 6 e 7 anos. Despertar nos professores e diretores de escola o interesse para o bem estar corporal e visual dos alunos, pois a melhora dessas condições acarreta maior sucesso na aprendizagem. Fornecer aos professores, pais e alunos, a compreensão do funcionamento da visão e das consequências dos maus hábitos visuais no desempenho escolar. Capacitar professores a aprimorarem e manterem a saúde de seus olhos e de seus alunos, inclusive modificando hábitos de vida, para evitar estresse visual.

Como objetivos específicos, citam-se:

Preparar turmas em processo de alfabetização para um melhor uso da visão. Treinar professores para aplicação do método em sua vida pessoal e de seus alunos.

3. METODOLOGIA

Desenvolver o Projeto Piloto em uma escola que possua 4 classes do mesmo nível escolar, com crianças em processo de alfabetização para aplicação do método em duas classes; e posteriormente, realizar comparação com as crianças das outras 2 classes, nas quais o método não tenha sido aplicado.

O período de aplicação do Projeto Piloto é de 1 ano escolar, com 3 medições da visão de todos os alunos. Inclui as fases de: escolha da amostra, reunião com pais e professores, treinamento dos professores, medição da visão dos alunos, implantação do Projeto com supervisão 3 vezes por semana no primeiro mês, avaliação mensal com os professores, avaliação semestral e final; apresentação dos resultados.

O treinamento dos professores deverá incluir dois aspectos: a) Conteúdo teórico para sentir e conhecer os olhos, identificar dor e cansaço, consciência corporal global e relação da saúde dos olhos com o cotidiano. Para a compreensão dessa dinâmica visual, os professores necessitam vivenciar o processo de relaxamento corpo/mente/olhos. b) Aplicação do método com exercícios de relaxamento para ver melhor com LUZ, ESCURIDÃO E MOVIMENTO, além de automassagem, visualização e atenção voltada para a respiração.

Orientação diária às crianças pelos professores, das práticas mencionadas, de forma lúdica, para despertar o interesse destas. A proposta do método é a de que as práticas sejam realizadas várias vezes ao dia, em pausas periódicas de três a cinco minutos ou mesmo segundos, durante a leitura, a escrita, os jogos eletrônicos, ou durante o uso do computador, para evitar a sobrecarga do sistema visual.

4. SISTEMÁTICA OPERACIONAL

Duração do Projeto Piloto: um ano escolar.

Escolha da amostra: aplicação do método em duas turmas com treinamento dos professores.

Treinamento dos professores para conhecer o método, vivenciar exercícios, tirar dúvidas e incluir sugestões (6 horas).

Medição inicial da visão dos alunos com especialista do método nas 4 turmas (2 horas X 4 turmas).

Reunião com os pais com explicação sobre o método, experiências realizadas e resultados alcançados (3 horas).

Desenvolvimento do Projeto com aplicação do método pelos professores.

Supervisão do Projeto ao longo das 4 primeiras semanas (2 horas X 3 dias X 4 semanas).

Avaliação mensal (2 horas X 2 dias X 6 meses X 2 turmas).

Medição semestral da visão dos alunos nas 4 turmas (2 horas X 4 turmas).

Reunião com professores, para discussão sobre as avaliações realizadas (3 horas).

Medição final da visão dos alunos em todas as 4 turmas (2 horas X 4 turmas).

Avaliação final dos resultados (2 horas X 2 dias X 2 turmas).

5. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

ETAPAS MESES

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º

1. Treinamento de professores XX

2. Medição inicial da visão dos alunos X

3. Reunião com pais X

4. Desenvolvimento do projeto XX XXXX XXXX XXXX XXXX XXXX XXXX XX

5. Supervisão do projeto XX XX

6. Avaliação mensa XX XX XX XX XX XX

7. Medição semestral da visão dos alunos X

8. Reunião com professores X

9. Medição Final da medição com alunos X

10. Avaliação final dos resultados XX

11. Reunião com professores X

12. Apresentação dos resultados X

RECURSOS HUMANOS, MATERIAIS E FINANCEIROS.

HUMANOS

Dois (2) profissionais do método e profissionais da escola.

MATERIAIS

A cargo dos profissionais do método.

Quadros murais

Xerox de cartazes

Material para exercícios

Textos para os professores

FINANCEIROS

Profissionais sênior: 122 horas X R$ 30,00 = R$ 3.660,00

Profissional junior: 112 horas X R$ 20,00 = R$ 2.440,00

Total: .......................................................... R$ 6.100.00

OBS: Esses recursos financeiros só serão válidos para escolas particulares; para escolas públicas as atividades serão gratuitas.

BIBLIOGRAFIA

ALEXANDER, F.M. O uso de si mesmo. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1992. BATES, William H. Better eyesight without glasses. Nova York: OWL, Book Edition. 1981.

BERTHERAT, Thérèse. O corpo tem suas razões. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 1980.

BROFMAN, Martin. Voir de mieux em mieux. Paris, Ed. L’Espace Bleu, 1995. CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento. São Paulo: Ed. Manole, 1991, vol.1, vol.2.

CHAVES, Ney. A Saúde dos Seus Olhos – Luz, Escuridão e Movimento. Rio de Janeiro: Ed. Imago, 2002.

CHOPRA, Deepak . A cura Quântica. São Paulo: Ed. Best Seller, 1985.

CORBETT, Margaret D. Vea más sin anteojos (original em inglês: A quick guide to better vision). México: Ed. Pax, 1990.

DAMÁSIO, Antônio R. O erro de Descartes. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 1996.

EHRENFRIED, L. De l’Education du Corps à l’Equilibre de l’ Esprit. Paris: Aubier, Ed. Montaigne, 1956.

FELDNKRAIS, Moshe. Vida e Movimento. São Paulo: Summus Editorial, 1992. HUXLEY, Aldous. The art of seeing. Berkeley, California: Creative Arts Book Company, 1982.

KAPLAN, Dr. Robert Michael. Veja sem óculos (original em inglês: Seeing without glasses) Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1998.

PASSEBECQ, A. et J. La santé de vos Yeux. França: Ed. Dangles, 1979.

PIRET, S. & BEZIERS, M.M. A coordenação motora. São Paulo: Summus Editorial, 1992.

SACKS, Oliver. Um antropólogo em Marte. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 1999.

SCHNEIDER, Meir. Manual de Autocura (original em inglês: The Handbook of Self-Healing). São Paulo: Ed. Trion, 1998 vol.1, 1999, vol.2.

____________ Movimento para a Autocura (original em inglês: My life and vision). São Paulo: Ed. Cultrix, ...

VYAS, Kiran. Yoga des Yeux – Guérison de la vue. Suiça:Ed. Recto Verseau, 1992.

PARA CONTATO E INFORMAÇÕES:

neychaves@uol.com .br

www.neychaves.com.br

Telefone: (21) 3209-0731

Obra Publicada: “A saúde dos seus olhos” ed. IMAGO, 3a ed. Rio de Janeiro, 2002. Trad. Em francês: La santé de vos yeux, Paris, 2005.

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